terça-feira, fevereiro 21, 2006

Crise das Charges: O que Arnaldo Jabor, Bush e Laman tem em Comum

As recentes convulsões em torno das caricaturas de Maomé tem se revelado um verdadeiro enigma para os ocidentais. Há uma legião de jornalistas e intelectuais que insiste em pintar o islã como uma religião "pacífica", e em dizer que o fundamentalismo radical pertence a uma minoria barulhenta. Vários deles, como Arnaldo Jabor (embora ele tenha caído em contradição diversas vezes, a esse respeito), acreditam que esses fundamentalistas são excitados pelo "fundamentalismo" protestante de direita de Bush, o protótipo do stupid white men.

Pois bem, os fatos não confirmam essa interpretação otimista. Há, entre grande parte dos muçulmanos, um profundo ódio contra a modernidade e a cultura ocidental, e não é contra o "fundamentalismo cristão", que, para eles, fracassou miseravelmente. O ódio deles é contra o humanismo secular ocidental, que une o conservadorismo liberal de Bush, o progressismo desbocado de Arnaldo Jabor e os chargistas dinamarqueses.

Na verdade Jabor, como um "fundamentalista secular" do pior tipo, não tem o que dizer das charges, e a razão é óbvia: se ele fosse um cartunista, as teria feito. Os chargistas dinamarqueses são Arnaldo JabØr...

Mas não é tudo culpa do Jabor, obviamente. Ele é apenas um "tipo ideal" aqui. Representa a grande massa de intelectuais humanistas seculares que assume dogmaticamente o seu secularismo, e que não podem conceber a verdade: o totalismo islâmico é uma reação, é o oposto, a imagem invertida deles próprios, em seu radicalismo anti-religioso. Não é uma conspiração da "direita cristã" como sonham esses xiitas de esquerda. Por sinal, jornais de esquerda, por toda a Europa, republicaram as charges!

É por isso que em tantos editoriais e colunas recentes de jornais e revistas conhecidos, encontramos esforços incoerentes de indivíduos que condenam o desrespeito à religião (intimidados, talvez, com o terror), tropeçando abismados na mesma "liberdade de expressão" que é utilizada, em seus países, para atacar o assim-chamado "fundamentalismo cristão": evangélicos, o papa Bento XVI, etc. Porque não pedem desculpas a nós? É porque não explodimos bombas?

A verdade é que o islã é uma religião intolerante mesmo, com tendências fortemente totalistas, e que o humanismo secular, por outro lado, é estúpido e incompetente para lidar com a religião. Nesse sentido os Jabores parecem mais com os imans do que o próprio Bush.

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